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A lacuna de confiança em homens e mulheres: por que é importante e como superá-la

Em dezembro de 1920, Amelia Earhart realizou sua primeira viagem de avião.


A experiência durou apenas dez minutos, mas mudou a direção de sua vida: Amelia estava determinada a ser uma piloto. Não importava para ela que houvesse apenas algumas mulheres no campo da aviação.

Através do trabalho duro e condições desafiadoras, ela desenvolveu suas habilidades. Enquanto outras pilotos do sexo feminino temiam a longa jornada pelo Transatlântico, a determinação corajosa de Amelia a levou a ser a primeira mulher a voar sozinha.


A confiança que ela possuía era uma de suas maiores forças e a levou a estabelecer muitos recordes.


Amelia Earhart não foi a única piloto feminina altamente competente durante esse tempo na história. Embora ela fosse habilidosa, eu não acredito que foi isso que a levou a ser tão bem sucedida. Em vez disso, era sua confiança, sua disposição de ir atrás do impossível e sua crença de que poderia fazê-lo.


Na Zenger Folkman, descobrimos que a confiança prova ser tão valiosa quanto a competência, porque leva à ação, atenção e resiliência – todas as características exemplificadas durante o vôo transatlântico de Amelia.

As realizações de Amelia Earhart foram especialmente notáveis ​​na época, por causa de suas conquistas no que era um domínio masculino. Aviadores eram quase todos homens. Diferenças de gênero na confiança são bastante dramáticas.

Um estudo feito na Cornell University descobriu que os homens superestimam suas habilidades e desempenho, enquanto as mulheres subestimam ambos. Na verdade, seu desempenho real não difere em qualidade ou quantidade.


Este desafio de confiança feminina também foi descrito como a “síndrome do impostor” por Pauline Claunce e Suzanne Imes. As mulheres frequentemente expressam que não sentem que merecem seu trabalho e são “impostoras” que podem ser encontradas a qualquer momento. Eles descobriram que as mulheres se preocupam mais com o fato de não gostar, parecer pouco atraente, ofuscar os outros ou chamar muita atenção.

Os homens não estão isentos de duvidar de si mesmos, mas não deixam que suas dúvidas os detenham com tanta frequência quanto as mulheres.


Um relatório interno da Hewlett Packard descobriu que os homens se candidatam a um emprego ou promoção quando atingem apenas 60% das qualificações, mas as mulheres aplicam-se apenas se satisfizerem 100% delas. O que os condenou não foi a sua habilidade real, mas sim a decisão de não tentar.


A pesquisa de Zenger Folkman mostra que, à medida que a experiência das mulheres aumenta com o tempo, a confiança delas aumenta. O gráfico abaixo mostra que a confiança das mulheres aumenta mais com a idade do que a dos homens. Mas considere as muitas oportunidades perdidas nos primeiros anos por causa do medo e da falta de confiança.

 

 

Construindo autoconfiança – Eu gostaria que houvesse passos definitivos para construir autoconfiança e auto-estima, mas eu não acho que eles existam. No entanto, há várias coisas que você pode fazer que parecem estar relacionadas a níveis mais altos de confiança e autoestima.

 

  • Mentalidade: tem sido dito que a autoconfiança é o que você pensa sobre si mesmo e a autoestima é o que você acha que os outros pensam de você. Para construir autoconfiança:

– Concentre-se nos pontos fortes que você possui e nas suas conquistas, em vez daquilo que você não faz bem. Protege cuidadosamente contra a auto-fala negativa.

– Irradie o otimismo e a felicidade geral. Eles trazem vida e vitalidade em conversas. Seu comportamento exterior muda seus sentimentos interiores.

– As pessoas são atraídas por aqueles que são percebidos como “quentes” e evitam aqueles que são vistos como “frios”. A pessoa autoconfiante é geralmente descrita como sendo calorosa.

  • Vestir-se e se arrumar: estes são sinais imediatos e tangíveis para os outros sobre como você se sente em relação a si mesmo. Além disso, eles mostraram que fazem a diferença em como alguém se sente em relação a si mesmo. As pessoas se sentem mais confiantes quando sabem que elas são bonitas.

 

  • Postura: sua postura tem um forte impacto sobre o que você está sentindo por dentro.

– Fique de pé: a pesquisa mostrou que quando alguém está em pé em uma posição de força, seus sentimentos internos começam a mudar.

– Faça e mantenha contato visual com os outros. Isso transmite interesse aos outros e confiança em si mesmo.

– As expressões faciais comunicam mensagens importantes e precisam ser consistentes com as palavras que estão sendo ditas. Alguns estimam que pelo menos 80% da comunicação vem não-verbalmente, e a expressão facial transmite muita informação.

 

  • Forma geral: Como você se comporta transmitirá um sentimento de confiança aos outros. Pessoas confiantes:

– Caminham apressadamente, transmitindo que eles têm um lugar importante para ir e algo importante para fazer.

– Riem com os outros e faça-os rir. Isso não vem necessariamente de contar piadas, mas geralmente vem de brincadeiras agradáveis ​​sobre temas de interesse mútuo.

– Falam em reuniões. Eles não ficam quietos durante as discussões, mas participam ativamente.

– Interagem com muitas pessoas quando for colocado em uma grande reunião, em vez de se limitar a longas conversas com dois ou três durante toda a noite.

– Iniciam o contato com os outros, não esperando que os outros venham até eles. Pessoas confiantes se estendem a um número muito maior de pessoas do que suas contrapartes menos confiantes.

 

  • Discurso: O que você diz e como você diz que transmite muito sobre o seu nível de confiança. Também molda como você se sente em relação a si mesmo. Pessoas confiantes:

– Projetam a voz, tornando-os facilmente ouvidos e compreendidos.

– Variam o tom de sua voz. Eles tornam a conversa interessante, evitando monótonos e injetando variedade.

– Pausa para dar ênfase – eles não têm medo de momentos de silêncio. Não preencher cada pausa ainda transmite sentimentos pessoais de auto-estima e confiança. Às vezes, essas pausas são usadas para reunir tempo para pensar, respirar fundo ou reforçar uma discussão.

– Utilizam um vocabulário rico, permitindo que eles sejam vívidos. Eles continuam a desenvolver um vocabulário forte, não para impressionar, mas para ajudar as ideias a ganharem vida. Palavras coloridas e viscerais tornam sua comunicação memorável.

– Eles evitam “não-palavras”, como “er”, “humm” e frases de preenchimento como “você sabe”.

 

  • Práticas de comunicação: indivíduos confiantes usam práticas de comunicação que transmitem certeza com os outros, ao mesmo tempo que os fazem se sentir mais confiantes dentro de si mesmos. Por exemplo, eles:

– Frequentemente, fazem perguntas aos outros, mostrando um interesse intenso no que os outros dizem e no que estão fazendo.

– Usam metáforas, exemplos e histórias livremente. A comunicação ganha vida com ilustrações que tornam o resumo mais concreto e ideias teóricas de fácil compreensão.

– Usam humor para fazer pontos importantes.

– Pessoas confiantes são muitas vezes mestres do humor autodepreciativo. Pessoas de estatura e realização são as que mais querem zombar de si mesmas.

– Expressam ideias com respeito, nunca com confrontos desnecessários. Se as ideias deles diferem das outras, é mais provável que isso seja expresso como “eu vejo isso de forma um pouco diferente” ou “ajude-me a entender suas razões para pensar…”.

Amelia Earhart tinha a coragem de aproveitar todas as oportunidades, mesmo quando não tinha certeza se era competente o suficiente para fazê-lo. Ninguém sabe de tudo, e a maioria das pessoas – homens e mulheres – têm momentos em que se sentem impostores tentando provar sua competência e valor.

 

A boa notícia é que, para mulheres e homens, a confiança continua aumentando com o tempo.

 

Artigo original: https://www.linkedin.com/pulse/confidence-gap-men-women-why-matters-how-overcome-jack-zenger/





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