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Home Office ou Office Home?

Artigo publicado por Alexia Franco, em 16 de junho de 2020


Essa é a pergunta que muitos CEOs, Executivos de C-Level e profissionais de RH tem feito e o cenário é ainda um tanto nebuloso.


Essa é a pergunta que muitos CEOs, Executivos de C-Level e profissionais de RH tem feito e o cenário é ainda um tanto nebuloso.

Todos nós já estamos cientes do impacto da quebra de barreira que a pandemia trouxe para o mundo corporativo. Toda aquela resistência que existia em deixar os executivos trabalharem de casa, acho que agora se findou.

De um lado, a ausência de deslocamentos e a obrigatoriedade da organização de uma agenda funcional trouxe um aumento da produtividade mesmo considerando o cenário da família toda em casa, ou seja, trabalho, afazeres domésticos e filhos. Tudo junto misturado. Imagina quando as crianças voltarem para as escolas? Acredito que aí sim, será possível ser ainda mais produtivo, ou seja, é um modelo de que alguma forma se provou interessante.

Em contrapartida somos seres sociais, acho improvável de conseguirmos viver sem interação pessoal. Ainda mais, nós brasileiros, que somos mais passionais e gostamos de nos relacionar pessoalmente. A base das relações por mais que a tecnologia tenha suportado e nos ajudado nesse período, ainda não consegue substituir 100% a interação pessoal e o olho no olho.


E agora, diante desse dilema, o que fazer?


– Como manter ou construir uma cultura sem o ambiente físico e as pessoas juntas? Como trabalhar o desenvolvimento dos novos líderes?

– Como faremos integração de novos executivos contratados sem que eles conheçam pessoalmente suas equipes e líderes sem sentir o clima da empresa?

– E aqueles que não se adaptaram a esse novo modelo? Vão ficar fora do mercado de trabalho?

– Como ficam os relacionamentos comerciais? E os pessoais?

Enfim, são várias essas e muitas outras perguntas, mas ainda não há uma definição clara. Acredito que teremos um modelo híbrido, onde conseguiremos tirar proveito do “home office” para dar ao executivo mais liberdade e autonomia de gerenciar sua agenda e o “office home”, que é o novo ambiente que temos que buscar.


Mas o que quer dizer “office home”?


Tomarei como exemplo o meu sentimento e experiência para tentar transmitir o que acredito que isso significa. Após 70 dias trabalhando de casa, senti que faltava alguma coisa que me desse mais motivação. Tenho uma energia muito grande para o trabalho e faltava algo, mesmo sendo produtiva em casa. Até que um dia rompi a barreira e fui para o escritório.

Eu precisava estar na minha mesa, me concentrar completamente no que estava fazendo e até ter novas ideias, ir além e em casa não estava conseguindo. Tenho a vantagem da Unique ser uma consultoria boutique, então como os demais sócios estão trabalhando de casa, consegui ficar com o espaço só para mim.

E foi aí que tive o insight desse artigo! Eu saí de lá com uma energia incrível, super motivada e com um gás ainda maior. Falei com muitos executivos por vídeo (aliás bem mais cansativo que pessoalmente, vamos falar a verdade), planejei várias ações, encerrei algumas pendências e mais do que tudo, saí de lá com a esperança que tudo iria voltar ao normal.

Mas e o “novo normal”, Alexia? Não existe mais esse normal. É fato que não. Mas depois de alguma reflexão, compreendi que há a possibilidade do “novo normal” ser melhor do que antes e não pior.

E como isso vai acontecer? Muitos executivos estão sentindo um alívio enorme de estar longe do ambiente corporativo, dos egos, das fofocas e como diz a @Erica Linhares, fundadora da B-Have, sem “mimimi” que existe nas empresas (adoro esse termo e uso bastante!). Estamos cansados disso tudo. Quantos executivos que têm saído das empresas sem a vontade de voltar e montando seus negócios? São muitos os novos empreendedores devido ao cansaço da vida corporativa.

Essa situação mostrou como o atual modelo corporativo precisa se renovar. Vejo muitas pessoas infelizes, não fazendo o que amam, trabalhando apenas para pagar contas, se adoecendo por conviver em ambientes tóxicos e por fim, não sendo produtivas ao ponto de reduzir a chance da empresa em ter melhores resultados. E pior, muitas vezes as organizações nem se dão conta disso, especialmente as mais numerosas.

É hora de revisitar o que as empresas tanto chamam de “Nossos Valores”. Vemos muito bonito no papel, mas pouco na realidade, ainda temos um longo caminho para tornar esses ambientes mais leves e saudáveis. Sim, nós vamos voltar para eles, não no mesmo formato, mas eles não deixaram de existir ainda.

Considero sim meu espaço um “office home” porque é onde me sinto em casa, na verdade é uma extensão da minha casa, faz parte da minha vida. Estar aqui não é um martírio, pelo contrário! Tenho sócios que são como irmãos e que sentimos falta uns dos outros. Temos carinho e a energia de lá me faz sempre querer mais.


Como conquistar isso?


Esse é o desafio do CEO atual, criar um ambiente onde as pessoas se sintam parte, uma extensão delas, um lugar onde elas sintam que são melhores. Engajar e fazer com que a equipe tenha interesse em dar o extra-mile, que acorde motivado e não sinta a hora passar, que dê o melhor de si e mais do que tudo tenha cooperação com os demais.

Para isso, o verdadeiro líder tem que se conhecer muito bem, conhecer seu time, suas fortalezas e impulsionar as pessoas a serem elas, no melhor potencial e não massificadas com o mesmo estilo de pensamento. Vamos trabalhar a diversidade, abrir conversas, ser transparente, criar uma relação de confiança. É assim que se constrói.

Você, CEO, quer contar seu caso de sucesso para nós? Mande via direct, por favor.

Ou você, CEO, que quer ter e construir esse ambiente para sua empresa? Avise-nos no que podemos te ajudar.

Quer saber mais? Veja meu próximo artigo sobre o futuro do mercado de trabalho, como serão as novas relações.





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