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A maneira única de recrutar e selecionar por meio do propósito: o case da SITAWI, finanças do bem

Artigo publicado por Eduardo Abreu, em 17 de agosto de 2020


A riqueza de se trabalhar com Recrutamento & Seleção são os desafios que aparecem na nossa frente de diferentes maneiras e de forma inesperada. Um dos últimos projetos desse tipo que realizamos foi com a SITAWI. O meu sócio, Thiago Leitão, tinha contato com um dos diretores da empresa e em um bate-papo percebeu que havia uma oportunidade: eles estavam com dificuldade de atrair um perfil específico, que teria que ter muito conhecimento financeiro, mas ao mesmo tempo, um viés social. A princípio, os dois termos antagônicos “financeiro” e “social” nos despertaram muita atenção, e foi aí que mergulhamos na empresa, descobrindo um novo nicho que nunca havíamos ouvido falar: financiamento de impacto.


A SITAWI, finanças do bem, faz gestão de fundos filantrópicos. As duas demandas, “financeiro” e “social” sempre tiveram presentes na minha vida. Gosto muito de fazer processos seletivos para profissionais da área de finanças, e tenho em minha vida particular muito interesse em diversas causas sociais como participação em campanhas de incentivos a educação. Ou seja, não foi preciso pensar duas vezes para me reunir com os demais sócios da Unique e criarmos uma proposta específica para a empresa. Sabendo que as organizações que trabalham com o lado social possuem orçamentos mais restritos, decidimos fazer a nossa parte. Utilizar a nossa expertise e nossa vontade de mudar o mundo, desenvolvendo um modelo de proposta mais acessível para que conseguíssemos contribuir com esse projeto.

Era só o começo de uma grande parceria que me ensinaria muito, e que hoje faz parte da história da Unique e da minha. Quando eu peguei o projeto não tinha ideia do nível de complexidade que estava por vir. Profissionais competentes na área financeira que trabalham com análises, M&A, valuation, que era a expertise necessária para a vaga, em geral, têm uma remuneração muito alavancada por conta dos negócios que geram. Alinhar conhecimento técnico, nível de senioridade, experiência em gestão de time com um mindset de terceiro setor e de impactar o mundo de uma forma diferente, fez com que eu tivesse que recorrer a outros caminhos que não o tradicional Linkedin.


Após mergulhar na SITAWI e na temática de finanças de impacto, me surpreendi positivamente com as notícias que li a respeito desta área. Há um volume considerável de fundos e instituições que estão trabalhando em projetos sociais promissores. Tudo isso foi um sopro de esperança em um momento de tanto descrédito com a insegura realidade. Ver que há muita coisa boa acontecendo e pessoas incríveis fazendo acontecer foi muito gratificante. Conhecer profissionais dessa área, e discutir sobre temas tão importantes para nossa sociedade, foi realmente uma das grandes conquistas que tive durante a condução do projeto.

Encontrar candidatos foi uma tarefa árdua que fez com que eu me dedicasse a uma análise a partir de fontes de conhecidos que trabalhavam com atividades sociais e em diferentes caminhos. Tive um volume imenso de conversas que viraram indicações e por fim comecei a procurar empreendedores que tivessem atividades sociais paralelas e muitas pessoas interessantes foram aparecendo no perfil. Foi quando surgiu o Bruno Girardi.

O Bruno em 2015 concluiu seu MBA e acabou migrando do mundo corporativo para startups com propósito, tendo antes disso, gerenciado uma área de governança. Em paralelo já atuava como mentor de startups do terceiro setor. Embora tenha convivido no ecossistema, esta será a primeira vez que trabalhará diretamente na área.


Eu acredito que toda a jornada desse projeto tem muito a ver com o que estamos vivenciando nos últimos meses. A Unique está em um momento de revisitar sua identidade, olhar para dentro e ver que o que faz o nosso negócio único é a nossa reputação, nossa parceria e nossa maneira de fazer uma consultoria de verdade. Foi com esse olhar, mais único e humano, que encontrei o Bruno que aparentemente tinha um perfil mais sênior, e que topou ouvir a proposta sem se importar necessariamente apenas com a remuneração, mas sim com o propósito da história que ele está construindo. Para o Bruno por ter participado de diversas etapas de processo de investimento, como gestor de fundo, como investidor e como executivo de empresas jovens, ele poderá trazer uma vivência bem completa e com a visão do outro lado também (dos empresários e investidores).

Todo esse projeto já teria sido incrível pela experiência que tivemos ao descobrir uma nova área, que nos abriu novos caminhos de atuação: o terceiro setor que traz tanto impacto para o mundo. Poder ser headhunter e ainda ouvir essas histórias e conhecer as pessoas que estão fazendo a diferença é um privilégio e me conecta ainda mais com o meu propósito. Mais que negócios, o que movimenta o mundo são as pessoas. E por isso compartilho com muito carinho os feedbacks da Leticia Monte Alto, especialista de RH da SITAWI, que nos disse que “A Unique conseguiu de uma forma única estudar e entender nossa atuação e trazer os melhores candidatos para nosso processo seletivo; ficamos muito satisfeitos com o resultado.” E a Andrea Resende, Gerente de Finanças Sociais da SITAWI e também minha demandante neste projeto fez questão de dar o retorno: “A Unique conseguiu atrair candidatos com sólida carreira no mercado e com forte comprometimento com o impacto, de uma forma muito efetiva e com excelente atendimento.” Para coroar com chave de ouro o trabalho, o Bruno, candidato e agora colaborador da SITAWI nos afirmou que a experiência foi muito positiva. “Buscaram entender profundamente minhas motivações escolhas antes de me recomendar. Também tive um acompanhamento durante todas as etapas do processo, com um canal de comunicação realmente aberto”.


Contar com esses depoimentos do Bruno, da Andrea e da Letícia só me faz ter a certeza que estou no lugar certo, fazendo a coisa certa do jeito único que nos propomos a fazer.





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